Berlusconi ignora libertação<br>e avista-se com fascista
Milhares de manifestantes desfilaram, na sexta-feira, em Roma e em muitas outras cidades de Itália para comemorar o 63.º aniversário da libertação do fascismo e da ocupação nazi, em 25 de Abril de 1945.
Há 63 anos uma insurreição popular armada derrubava os fascistas de Benito Mussolini e os nazis alemães que ainda ocupavam várias cidades do Norte de Itália, designadamente Milão, antecipando-se à chegada dos exércitos anglo-americanos que progrediam pelo Vale do Pó após terem franqueado Bolonha.
A celebração da vitória sobre o fascismo mereceu o tradicional discurso do presidente da República, Giorguio Napolitano, que valorizou na cidade de Génova «a herança espiritual e moral da resistência».
Provocatoriamente, o futuro chefe do governo, Silvio Berlusconi, esteve ausente nas cerimónias oficiais, preferindo avistar-se nesse dia com o empresário Giuseppe Ciarrapico, figura que se define a si próprio como «um fascista cultural». Este admirador de Mussolini, patrão de vários jornais e antigo presidente do clube de futebol AS Roma, foi eleito senador nas listas da direita, após ter garantido a Berlusconi o apoio dos seus órgãos de imprensa.
Há 63 anos uma insurreição popular armada derrubava os fascistas de Benito Mussolini e os nazis alemães que ainda ocupavam várias cidades do Norte de Itália, designadamente Milão, antecipando-se à chegada dos exércitos anglo-americanos que progrediam pelo Vale do Pó após terem franqueado Bolonha.
A celebração da vitória sobre o fascismo mereceu o tradicional discurso do presidente da República, Giorguio Napolitano, que valorizou na cidade de Génova «a herança espiritual e moral da resistência».
Provocatoriamente, o futuro chefe do governo, Silvio Berlusconi, esteve ausente nas cerimónias oficiais, preferindo avistar-se nesse dia com o empresário Giuseppe Ciarrapico, figura que se define a si próprio como «um fascista cultural». Este admirador de Mussolini, patrão de vários jornais e antigo presidente do clube de futebol AS Roma, foi eleito senador nas listas da direita, após ter garantido a Berlusconi o apoio dos seus órgãos de imprensa.